Escala Bifatorial de Imaginação (TFIS)

A Escala Bifatorial de Imaginação (TFIS) é uma medida de auto-relato desenvolvida em 2008 a fim de avaliar a atividade imaginária espontânea. Apesar de ser útil na avaliação de qualquer indivíduo, a TFIS foi criada para avaliar a atividade imaginativa de indivíduos altamente alexitímicos, que, por definição, apresentam um "processo imaginal constrito, como evidenciado por uma escassez de fantasia" (Taylor, Bagby & Parker 1997, p.29). O processo imaginal constrito da alexitimia se refere a uma falta de imaginação espontânea (Thompson, 2008, 2009) e, em particular, afeta as imagens surgidas (Aleman, 2005). O déficit de imaginação espontânea ou inconsciente também foi anteriormente elaborado pelos pesquisadores Fain e David (1963), McDougall (1985), and Krystal (1988).

Para entender a imaginação espontânea vale contrastá-la com a atividade da imaginação controlada. A estrutura dos fatores da TFIS se baseia nas descrições do filósofo Edward Casey sobre as imaginações controlada e espontânea, o que ele denomina "traços da imaginação" (1976, p.63 see here). Casey descreve a imaginação controlada como um esforço volitivo de manipular as imagens mentais, o que é caracterizado por três sub-traços: 1.iniciação, 2.orientação e 3.término, ao passo que a imaginação espontânea é descrita como autógena e caracterizada pelos seguintes sub-traços: 1.ausência de esforço, 2. surpresa e 3. instantaneidade. Casey demonstra que apesar de os traços das imaginações espontânea e controlada se complementarem, são, não obstantes, exclusivas. Isso significa que, quando imaginamos, o resultado será, caracteristicamente e num determinado momento, espontâneo ou controlado, e nunca ambos "ao mesmo tempo" - apesar de, na prática, os dois atos imaginativos geralmente surgirem próximos e permitirem que o outro surja numa interação simbiótica.(Casey, 1976; 1991)

O fato de o TFIS avaliar a imaginação espontânea com um maior número de pontos não deve ser considerado como uma opinião sobre a saúde psicológica. Embora a saúde psicológica seja geralmente caracterizada por um alto nível de imaginação espontânea (Winnicott, 1971), há exceções notáveis a esta regra, em que uma imaginação fértil pode ser portadora de uma desordem psicológica, tais como as encontradas nos estados delirantes ou esquizóides. Por outro lado, enquanto um alto grau de imaginação controlada possa estar correlacionado a desordens psicológicas envolvendo intelectualização, há execções em que, por exemplo, numa cultura, a profissão ou as circunstâncias da vida exigem uma ênfase no controle da imaginação. Por fim, a TFIS destina-se a uma avaliação informal, o que pode indicar a necessidade de uma avaliação clínica especializada ou a complementação de avaliações de uma alexitimia constatada. A pontuação TFIS não é um diagnóstico.

The Two-Factor Imagination Scale is copyrighted (c)-2008 by Jason Thompson

 

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